09 março, 2010

AS PIRÂMIDES - PARTE IV





A PIRÂMIDE DE KÉOPS




Kéops, segundo faraó da IVa dinastia, cujo reinado se estendeu de 2551 a 2528 a.C. aproximadamente, talvez influenciado pelo tamanho da pirâmide erguida por seu pai, Snefru, escolheu um planalto situado nas bordas do deserto, mais ou menos a oito quilômetros de Gizeh, e ali ergueu uma pirâmide de dimensões ainda maiores. Conhecida como a Grande Pirâmide ou Primeira Pirâmide de Gizeh, esse monumento marca o apogeu da época de tais construções, tanto no que se refere ao tamanho quanto no que se refere à qualidade do trabalho. É a maior de todas as pirâmides egípcias, com uma altura original de 146 metros, permanecendo como a mais alta estrutura construída pelo homem até a construção da Torre Eiffel em 1889. Esse é, sem dúvida, o monumento mais polêmico de toda a antiguidade egípcia e a única das Sete Maravilhas do Mundo que chegou até nossos dias. Revestida com uma cobertura de mármore (que foi desgastada e/ou removida ao longo do tempo) e com um bloco de metal brilhante (ouro ou uma mistura de ouro e prata) em seu ápice, a pirâmide de Quéops era cercada por um complexo de estruturas que incluíam pirâmides menores para suas rainhas e mastabas para os nobres de sua corte.



Próximo à pirâmide de Kéops, foi encontrada a tumba de sua mãe, a rainha Heteferes, um dos poucos templos funerários que chegaram até nossos dias sem ser saqueados.


Nós o chamamos de Quéops porque assim a chamou Heródoto; mas também poderia ser denominada com qualquer de seus outros nomes: Saofis, segundo Erastóstenes, ou Jufu, segundo a própria pirâmide, porque o nome original da Grande Pirâmide era “O luminoso horizonte de Jufu“.

Os canais, câmaras e corredores do interior da Grande Pirâmide a destaca entre as demais pirâmides egípcias.

O revestimento externo também foi concebido com blocos de pedra calcárea compacta, de cor branca bem semelhante ao mármore. A pedra calcárea é superior ao mármore em durabilidade e resistência aos elementos externos. Essas pedras de revestimento tão admirável, já não existem mais, pois foram roubadas a cerca de 600 anos atrás. O brilho dessas pedras era distinto e podia ser visto a centenas de quilômetros de distância, das montanhas de Israel era possível ver o brilho magnífico. O polimento era tão perfeito que era chamada de “luminosa”, e a perfeição das juntas de pedra, que são quase invisíveis, tem causado a admiração de todos os viajantes, desde Heródoto até nossos dias.

Após Quéops, as pirâmides continuaram a ser construídas por mais de mil anos, mas em versões mais modestas. Ao longo dos séculos seguintes, as pirâmides passaram a ser construídas de forma mais simples e padronizada. Materiais menos resistentes levaram a seu desgaste mais rápido e a maior parte se encontra em péssimo estado. Com uma menor disponibilidade de materiais e a evolução teológica da cultura egípcia, as pirâmides foram eventualmente abandonadas e substituídas por templos mortuários como os encontrados na cidade de Tebas e no Vale dos Reis, onde foi descoberta, por exemplo, a famosa tumba do faraó Tutancamon. Nota: O Vale dos Reis, ou Wadi el-Muluk em língua árabe, é um vale no Egito no qual foram construídos túmulos para os Faraós do Antigo Egito entre a 18a e a 20a dinastias.
 
Vale dos Reis
 
 
 
Quando Tutankamon se transformou em faraó, a Grande Pirâmide já contava com 250 anos de Antigüidade.

Em 1798 antes da batalha das pirâmides de Gizeh em frente aos mamelucos, Napoleão Bonaparte disse às suas tropas: “Soldados, do alto destas pirâmides, quarenta séculos de história nos contemplam”.

Diz-se que o califa Al-mamoun foi o primeiro a penetrar na Grande Pirâmide, no ano 820. Não encontrou nada em seu interior, nem corpos, tesouros, ferramentas, ou inscrições hieroglíficas em parte alguma. Tudo o que pode descobrir foi o sarcófago vazio na Câmara do Rei.

No início de 1985 dois arquitetos franceses Gilles Dormion e Jean-Patrice Goidin. Ao examinar a enorme estrutura interna da pirâmide, notaram que diversos detalhes arquitetônicos simplesmente não faziam sentido. Alguns dos imensos blocos de pedra, por exemplo, foram colocados verticalmente, e não em sentido horizontal como os outros. As anomalias estruturais, deduziram os franceses, eram indícios de câmaras ocultas e ainda inexploradas, no interior da pirâmide.

Após inúmeras visitas exploratórias às galerias internas, eles retornam em agosto de 1986 com um microgravímetro, um sofisticado aparelho capaz de registrar vazios de densidade, ou cavidades no interior da pirâmide. E, por trás das paredes de uma galeria que levava a um aposento conhecido como Câmara da Rainha, o aparelho detectou os vazios previstos pelos arquitetos. Encorajados por esse resultado, os dois conseguiram permissão do governo egípcio para perfurar a antiga parede de calcário.

Durante dias, os arquitetos e seus auxiliares trabalharam nos apertados corredores da pirâmide, perfurando cerca de dois metros em três locais diferentes. Mas tudo que descobriram foram bolsões de areia cristalina. O microgravímetro podia indicar a presença de cavidades na estrutura da pirâmide, mas não era capaz de determinar sua localização exata. As câmaras secretas, se existem, permaneceram ocultas. A Grande Pirâmide frustrara mais uma tentativa no longo e fascinante esforço de solução de seus perenes enigmas.
 
 
 
MEDIDAS DA GRANDE PIRÂMIDE
 
 
  • Nome antigo: Horizonte de Jnum-Jufuy.
  • Nome Moderno: Grande Pirâmide de Gizeh.
  • Faraó: Jnum-Jufuy (Jufu, Kéops, Quéopes – IVa Dinastia).
  • Arquiteto: Hemiunu (primo do faraó).
  • Dimensões: Base, 230 metros; altura original, 146,6 metros; altura atual, 137 metros aproximadamente se reduziu em 9 metros, devido à erosão e o passar do tempo – equivale a um prédio de 49 andares; As quatro faces da pirâmide se inclinam em um ângulo de 51º 50′ 35” em relação ao solo.
  • Volume: 2.592.968 metros cúbicos.
  • Localização geográfica: Egito, sobre a meseta de Gizeh, a 12 km da cidade do Cairo.
  • Superfície: A grande plataforma onde está construído o conjunto monumental mede 1500 metros de norte a sul, por 2000 metros de leste a oeste. Tendo uma superfície que cobre quase 53 mil metros quadrados. Se a Grande Pirâmide fosse na cidade de Nova Iorque, ela poderia cobrir sete quarteirões da cidade. Na área ocupada pela Grande Pirâmide caberiam oito campos de futebol. Para rodeá-la, é necessário caminhar quase 1 km.
  • Altitude: 40 metros sobre o nível do Vale de Gizeh.
  • Localização: As três pirâmides estão colocadas por ordem de tamanho e antigüidade seguindo um eixo que vai do noroeste ao sudeste.
  • Alinhamento: A pirâmide de Quéops apresenta um erro de apenas 4′ 35″ (quatro minutos e trinta e cinco segundos de grau) em relação às coordenadas geográficas, ou seja, seus lados são acentuadamente alinhados com os pontos cardeais.
  • Evolução arquitetônica: Sua forma seguiu uma clara evolução, cujo ponto de partida se encontra na mastaba e que, através das etapas intermediárias representadas pela pirâmide de degraus de Dyoser, em Saqqara, a de Esnofru, em Meidum e a pirâmide romboidal de Dahshur, conduz às pirâmides perfeitas de Gizeh.
  • Quantidades de anos da construção: Conforme o Papiro de Turin, a estrutura completa foi construída em aproximadamente 23 anos. Outras fontes indicam que a construção se desenvolveu durante 30 anos.
  • Quantidade de blocos: A Grande Pirâmide é formada por 2.300.000 blocos de pedras individuais, cada um deles com um peso de cerca de 2,5 e 20 toneladas, apesar de que existiram blocos maiores. A Grande pirâmide contém mais pedras que todas as catedrais, igrejas e capelas da Grã-Bretanha reunidas ou daria para construir 30 Empire State Buildings.

Na verdade, a quantidade de pedra talhada que foi usada para erguer a pirâmide de Kéops não pode ser computada com exatidão, pois o centro de seu interior consiste de um núcleo de rochas cujo tamanho não pode ser determinado com precisão. Todavia, estima-se que quando pronta e intacta devia ser formada por 2 milhões e 300 mil blocos de pedra. O peso total do monumento tem sido avaliado em 5.273.834 toneladas. Sua parte interna foi erguida com a rocha de qualidade inferior que se encontra normalmente naquelas vizinhanças e todo seu revestimento foi feito com a pedra calcária branca de excelente qualidade da região de Tura, localidade perto do Cairo.



A ESTRUTURA DA GRANDE PIRÂMIDE

A estrutura da Grande Pirâmide difere das demais.


(1) Entrada;   ( 2 e 3 ) Câmara secreta;    ( 4 ) Passagem ascendente;   ( 5 ) Câmara da Rainha;


( 6 ) Grande Galeria;      ( 7 ) o Poço;        ( 9 ) Câmara do Rei;           ( 10 ) Ventilação.




A entrada da Grande Pirâmide, naturalmente fechada há muito tempo, situa-se no centro da face norte, aproximadamente a 16,5 metros do solo medidos verticalmente em relação ao solo, e não está exatamente no meio da parede, mas sim deslocada cerca de 7 metros para leste do centro,. A entrada usada hoje foi aberta na face norte pelo Califa Al Mamoun e seus homens, em 820 da nossa era.

A partir da entrada, um corredor descendente, com um metro de largura por um metro e 20 centímetros de altura, penetra num ângulo de 26° através da estrutura do monumento e depois pelo solo rochoso. A uma distância de aproximadamente 105 metros da entrada torna-se plano e continua horizontalmente por mais quase 9 metros antes de desembocar numa câmara. Essa encontra-se a 30 metros abaixo do nível do solo, ficou inacabada, e em seu piso existe uma cova quadrada que parece ser o início de um trabalho destinado a aprofundar o compartimento. Na parede sul da câmara, no lado oposto à entrada, existe uma passagem sem saída cavada rusticamente na rocha e que ficou inacabada. Os arqueólogos supõem que essa passagem iria levar a uma outra câmara que nunca foi construída. Ao que parece os planos mudaram e a escavação subterrânea foi abandonada.

Existem três passagens dentro da Grande Pirâmide, levando às três câmaras. A maioria das pirâmides tem apenas uma câmara mortuária subterrânea, mas enquanto a pirâmide ia ficando cada vez mais alta, provavelmente os construtores mudaram de idéia, duas vezes.

O corredor ascendente tem aproximadamente 39 metros de comprimento, sendo que sua largura e altura são iguais às do corredor descendente e seu ângulo de inclinação é de 26° 2′ 30″. É revestido de calcário branco muito polido em toda a sua extensão, terminando num cruzamento. Logo após a entrada há três grandes blocos de granito vermelho, com 1,82 metro cada, colocados um após o outro, que vedavam totalmente a passagem e deveriam funcionar como obstáculos para quem, eventualmente, descobrisse a entrada do corredor.

Indícios como a falta de acabamento do piso e outros, apontam para a probabilidade de que a Câmara da Rainha não tenha sido terminada. Os arqueólogos acreditam que nesse ponto dos trabalhos os egípcios mudaram seus planos mais uma vez [A câmara do meio foi chamada Câmara da Rainha por acidente. A Rainha realmente foi enterrada numa pirâmide muito menor, ao lado da pirâmide de Kufu]. Iniciaram, então, a construção da Grande Galeria, que é uma continuação do corredor ascendente. Ela tem 46,63 metros de comprimento e 8,53 metros de altura.

Do ponto de convergência entre o corredor ascendente, a passagem que leva à Câmara da Rainha e a Grande Galeria, há cerca de 18,30 metros da entrada, parte um poço estreito que desce não só pelo interior da pirâmide, mas também pelo solo rochoso, primeiro perpendicularmente e depois obliquamente em direção ao corredor descendente, no qual desemboca em sua parede oeste. A função desse poço parece ter sido oferecer uma rota de fuga para os operários que tiveram a missão de obstruir o corredor ascendente após a realização do sepultamento funeral (se é que houve algum!). A entrada desse corredor foi tampada com uma laje de pedra calcária tornando-a praticamente invisível.

A Grande Galeria tem um comprimento de 47 metros e uma altura de 8,5 metros, com três portas elevadiças de granito vermelho.

A Câmara do Rei é totalmente de granito. Mede 10,46 metros por 5,23 metros e tem altura de 5,81 metros.

Junto à parede oeste da Câmara do Rei – situado num ponto bem alto da pirâmide – encontra-se um sarcófago retangular e sem tampa, feito de granito vermelho e também está orientado com as direções da bússola, totalmente sem inscrições, que provavelmente deve ter recebido um dia o corpo do faraó encerrado em um ataúde de madeira. Entretanto, os pesquisadores encontraram-no vazio. A aparência do sarcófago é grosseira, sendo que muitas das ranhuras provocadas pela serra que o desbastou ainda estão claramente visíveis. Surpreendentemente, o sarcófago é maior do que a entrada da câmara. Só pode ter sido colocado lá enquanto a construção progredia, um fato que evidencia a complexidade do projeto e como tudo foi cuidadosamente calculado.


Sarcófago


Conforme o Papiro de Turim, a estrutura completa foi construída em aproximadamente 23 anos. Outras fontes indicam que a construção se desenvolveu durante 30 anos, sendo que 10 deles foram gastos na construção da estrada por onde os blocos de pedra foram arrastados, na preparação dos compartimentos subterrâneos do terreno onde os blocos foram colocados, e na construção das estruturas de uma mini-cidade para os operários.



Os dois milhões e meio de blocos da construção, cada qual pesando em média duas toneladas e meia, foram transportados ao longo de 2.000 km, desde as pedreiras onde os extraíam até o lugar da construção. Ela é toda feita de pedra e seu interior não foi preenchido com terra, como as da América Central.


Ninguém sabe o que aconteceu ao corpo do faraó que, supostamente, teria sido enterrado na Grande Pirâmide ou aos tesouros enterrados com ele. A pirâmide foi roubada há alguns milhares de anos. Apesar das complicadas medidas de segurança, como sistemas de bloqueio com pedregulhos e grades de granito, todas as pirâmides do Antigo Império foram profanadas e roubadas possivelmente antes de 2.000 a.C. Na verdade, todos os reis do Egito foram vítimas de ladrões de túmulos, exceto um, chamado Tutankamon, ou Rei Tut Ankh Âmon. Os tesouros de ouro da tumba de Tutankamon foram descobertos em 1922 e continuam a impressionar o mundo, ainda hoje. Tutankamon não foi um rei de grande poder e morreu jovem, então podemos apenas imaginar os fantásticos tesouros que um regente poderoso como Kufu (Quéops) deveria ter enterrado na sua câmara.


Existem valas aos pés das pirâmides, as quais continham botes desmontados: parte integral da vida no Nilo sendo considerados fundamentais na vida após a morte, porque os egípcios acreditavam que o defunto rei navegaria pelo céu junto ao venerado Rei Sol.


Muitos arquitetos e engenheiros que estudaram a pirâmide concordam que, com toda a tecnologia de hoje, teríamos dificuldades imensas em construir uma réplica igual; e se usássemos os mesmos supostos materiais da época acredita-se ser uma tarefa inviável. Todavia, em 1994, um grupo de arqueólogos coordenado pelo egiptólogo Dr. Mark Lehner e o mestre-de-obras Roger Hopkins tentou construir uma réplica da pirâmide, sem usar a tecnologia moderna, nem mesmo a roda, mas seguindo uma escala proporcional de tamanho, tempo e número de operários 40 vezes menor. Para surpresa geral, as pedras foram se encaixando com precisão milimétrica e a construção progrediu; O que frustrou o sucesso da empreitada foi o tempo. Não deu. Se a equipe dispusesse de alguns dias a mais, além dos 45 dias determinados, teria construído uma Grande Pirâmide em escala; todavia, conseguiram construir uma pirâmide 24 vezes menor; isso resultaria justamente nos 10m que faltam ao cume da Grande Pirâmide. Foram consultados os relatos de Heródoto sobre como os egípcios lhe contaram que haviam sido feitas as pirâmides, no passado remoto. O sistema utilizado para erguer as pedras foi uma combinação da rampa com as alavancas. Tudo como se supõe ter sido. Ao concluir a construção, Lehner disse: “Quanto mais construíamos da pirâmide, melhor o fazíamos e mais coisas aprendíamos. Onde testamos as ferramentas e técnicas da Antigüidade não conseguimos obter melhores resultados… certamente devido à falta de prática e não porque tenhamos perdido alguma misteriosa tecnologia“.


ENIGMAS DA GRANDE PIRÂMIDE



Os lados da pirâmide, em sua base, medem aproximadamente 230 metros cada um (A base é notavelmente horizontal: a maior diferença não alcança a 0,021 m, algo em torno de 2cm, o que é incrivelmente pequeno!) e estão orientados quase que perfeitamente em linha com os quatro pontos cardeais apresentando somente 0.015% de margem de erro (um erro de apenas 4′ 35″ em relação às coordenadas geográficas), Está muito mais próxima da exatidão que as melhores observações de Tycho Brahe, com o célebre quadrante de Uraniburg. O Observatório de Paris é o monumento equivalente em alinhamento da civilização moderna, e tem 06′ (seis minutos de grau) de desvio [o equivalente a 010 (um grau) celeste é a medida da distância da largura de um lápis com o braço estendido à frente dos olhos - um grau tem 60 minutos de grau, e nós estamos falando de um erro de 4 minutos de grau!]. – e os egípcios não conheciam a bússola! Muito provavelmente conseguiram tal precisão observando o nascer e o ocaso de uma estrela setentrional e determinando os pontos cardeais norte e sul através de medições feitas com um prumo. Isso mostra como os antigos egípcios estavam avançados na matemática e na engenharia, numa época em que muitos povos do mundo ainda eram caçadores e andarilhos. É um tanto embaraçoso verificarmos este fato a respeito de uma astronomia até mesmo mais avançada que a praticada nos séc. XV, XVI e XVII, realizada por observações diretas e não instrumentalizada.




( 1 ) TYCHO BRAHE (Escandia, província da Dinamarca – 13 dez. 1546 – 1601). Adido da corte por Rodolfo, rei da Hungria. Frederico II lhe confiou a cátedra de astronomia em Copenhague e o cumulou de favores e lhe doou a ilha Stelborg e Hvens, na Dinamarca, onde instalou seus incríveis e gigantescos observatórios “Uranienburg” (Castelo do Céu) e “Sternenburg” (Castelo das Estrelas), onde pôde realizar observações cerca de 50 vezes mais precisas que seus antecessores. A qualidade de suas observações (com uma precisão superior no registro do movimento dos Planetas) foi crucial para o desenvolvimento da astronomia. Brahe era muito preciso em suas observações.


O reflexo das sombras da Grande Pirâmide acusam com uma exatidão cronométrica os pontos essenciais do ano solar, dando as datas precisas dos equinócios de primavera e outono e os solstícios de inverno e verão, e isso também significa que os quatro cantos do monumento são ângulos retos quase perfeitos [as esquinas diferem menos de um grau do ângulo reto (ou seja, 90º )].


Destacamos também o fato de que as quatro faces da Pirâmide são ligeiramente encurvadas ou côncavas, não se pode perceber este detalhe quando se olha para cima. Verificou-se isto por volta de 1940, por um piloto que fazia aerofotografias para conferir medições. O raio dessa inclinação é igual ao raio da Terra. Todos aqueles blocos de pedra teriam sido deliberadamente inclinados e entalhados com exatidão da curvatura da Terra? Para quê uma precisão tão grande se nem o olho humano pode percebê-la?


A Grande Pirâmide divide as massas de terra em quadrantes aproximadamente iguais, e a terra e as águas em hemisférios equivalentes, em outras palavras, ela está no centro da superfície terrestre (o “umbigo do mundo”), em outras palavras, ela separa a maior parte da superfície de terra do planeta da maior parte da superfície de oceano, exatamente sobre o paralelo 300 N (que percorre a mais extensa superfície continental). Sua construção deu-se exatamente no ponto que corresponde ao centro da massa terrestre, o eixo Leste-Oeste corresponde ao paralelo mais longo que atravessa a Terra, isto quer dizer que passa pela África, Ásia e América. O meridiano mais longo que atravessa a Ásia, África, Europa e a Antártica também passa através da Pirâmide. Existe na Terra uma área suficiente de terrenos para oferecer 3 bilhões de possíveis locais para a construção das Pirâmides acredita-se que as chances de uma escolha não intencional são de 1 para 3 bilhões.


Se dermos crédito ao que alguns cientistas afirmam, na Grande Pirâmide estão registrados dados surpreendentes como a lei de variação da obliqüidade da eclíptica, a lei de variação da constante de gravidade sobre a superfície da terra, a distância exata do sol, a lei das variações periódicas das estações e da freqüência dos terremotos, a medida do ano solar, a medida do ano sideral e do ano anomalístico, as leis da precessão dos equinócios e a variação de longitude do periélio, etc. Uma boa análise destas teorias pode ser encontrada no livro “Fads and Fallacies in the Name of Science“, de Martin Gardner, que explica que qualquer estrutura complexa como a Grande Pirâmide fornece uma quantidade tão grande de medidas que, com um pouco de paciência, é sempre possível encontrar estas coincidências. Além disso, as medidas originais da Grande Pirâmide não são conhecidas com exatidão, bem como as unidades de medida usadas pelos egípcios, e diferentes pesquisadores apresentam diferentes valores. E os dados científicos aos quais elas são comparadas também fornecem múltiplas oportunidades. Por exemplo, a distância da Terra ao Sol não é constante, então podemos usar o menor valor, o maior valor, a média, o valor em uma determinada data simbólica, etc.


Outro dado curioso: tomando-se o perímetro da base da pirâmide e dividindo-o por 2, multiplicando pela sua altura, chegamos ao número pi (3,14159…) até o 15o dígito; as chances de esse fenômeno ocorrer ao acaso são quase nulas. Até o século 6 d.C., o pi havia sido calculado só até o 40 dígito! Uma vez que o conhecimento matemático dos antigos egípcios não era suficiente para que eles chegassem a resultados como esse por meio de cálculo, os estudiosos acreditam que tal precisão foi alcançada empiricamente através, por exemplo, da medição de distâncias usando-se a contagem das rotações de um objeto cilíndrico como um tambor.


A unidade de medida egípcia era o côvado sagrado (0,63566m), o qual multiplicado por 10 milhões é a longitude do raio da Terra nos pólos. Esse côvado sagrado está dividido em 25 partes de 25,4264 mm, denominadas polegadas piramidais, ou polegada sagrada. Esse número multiplicado por 100 mil milhões equivale ao comprimento da órbita terrestre em um dia de 24 horas!


Multiplicando-se por pi o comprimento da antecâmara do túmulo do faraó, obtemos 365,242, que é o número de dias do ano.


A altura da pirâmide, multiplicada por um bilhão, dá a distância da Terra ao Sol. Estão também registrados na pirâmide, o peso da Terra e a medida das circunferências polares. Podem ainda ser identificados assombrosamente na Grande Pirâmide muitos outros dados matemáticos e astronômicos… São cálculos assombrosos. É como se a Grande Pirâmide fosse um grande repositório de dados, ou uma espécie de biblioteca onde os antigos que a construíram, ali gravaram conhecimentos avançadíssimos. Isso mostra como os antigos egípcios estavam avançados na matemática e na engenharia, numa época em que muitos povos do mundo ainda eram caçadores e andarilhos.


Os exploradores perceberam também que se continuassem as linhas diagonais da base da pirâmide, o Delta do Nilo seria perfeitamente enquadrado. Perceberam também que o meridiano passa exatamente no ápice da pirâmide, cortando o Delta em duas partes iguais.


Seria mesmo uma simples coincidência, um mero acaso que a altura da Pirâmide de Quéops, multiplicada por um milhão, corresponde aproximadamente à distância Terra-Sol, isto é, a 146.600.000 Km? E que o meridiano que passa pelo centro da pirâmide divide continentes e oceanos em duas metades exatamente iguais? De que a circunferência da pirâmide, dividida pelo dobro de sua altura, tenha como resultado o famoso número de Ludof, Pi=3,1416? O mais curioso é que no seu interior não se encontra nenhuma inscrição em contraste com as outras edificações egípcias que são ricas em inscrições.


Por mais interessantes que sejam as teorias fantásticas sobre a construção das pirâmides egípcias, fica claro que não existe nada de inexplicável em sua existência. A forma piramidal é a mais simples para a construção de grandes estruturas e as pirâmides remanescentes mostram claramente a evolução técnica dos engenheiros egípcios. A Grande Pirâmide não é uma estrutura isolada, surgida misteriosamente do nada, e sim o resultado de gerações de aperfeiçoamento de técnicas simples de construção. Ainda que várias dúvidas persistam sobre os detalhes de sua construção, as teorias alternativas na verdade levantam mais perguntas do que respostas.
Talvez por estarem acostumados às facilidades da tecnologia moderna, muitas pessoas tendem a achar que os povos antigos eram incapazes de feitos grandiosos com seus recursos técnicos limitados. Ao contrário, eles fornecem mais uma demonstração da inventividade e capacidade humana e é injustificável sugerir que os egípcios seriam incapazes de construir uma pirâmide sem ajuda de “civilizações desaparecidas mais avançadas”.


Apesar dos egípcios não contarem com instrumentos como a bússola, eles faziam seus cálculos e medidas através das estrelas. Sabiam que tudo no céu noturno estava em constante movimento, com exceção de um ponto escuro imóvel que era reverenciado como eterno, a localização do “céu” mesmo. Ao redor deste ponto duas estrelas especialmente brilhantes giravam em um círculo constante e, quando uma estava diretamente sobre a outra, era possível traçar uma linha perpendicular que atravessava o ponto escuro com total precisão. Estas estrelas que hoje conhecemos como Circumpolares eram chamadas pelos egípcios de “indestrutíveis”.




ENIGMAS ASTRONÔMICOS

A localização e as dimensões da Grande Pirâmide são outra fonte de especulações.



As três Grandes Pirâmides do Complexo de Gizé não obedecem a um alinhamento prefeito entre si. Vistas de cima, observa-se facilmente que Kheph-Rá (Quéfren) e a Grande Pirâmide de Khufu (Quéops) tem as suas diagonais alinhadas. O mesmo não acontece com Men-Kau-Rá (Miquerinos). Ela “foge” visivelmente de tal alinhamento. Ora, uma vez que os construtores de tais monumentos tinham perfeito conhecimento de geometria, matemática, engenharia e arquitetura, conclui-se que tal “defasagem” não foi, em hipótese alguma, acidental! Uma observação mais atenta porém, nos confirma o especial talento dos construtores com relação à astronomia… A distância entre as três Pirâmides e o seu posicionamento entre si, é “coincidentemente” proporcional às estrelas da constelação de Órion (O Caçador Celeste), mais especificamente as do “Cinturão de Órion” [Alnitak (Zeta Orionis), Alnilam (Epsilon Orionis) e Mintaka (Delta Orionis), conhecidas no Brasil como "As Três Marias"], obedecendo ao mesmo padrão.

Os dutos de ventilação que desembocam na Câmara do Rei permitem que, a partir do sarcófago de granito vazio que existe no interior da Câmara, se visualize numa determinada época do ano o “Cinturão de Órion” por um duto, e a estrela Sírius (Alpha Canis Majoris), pelo outro, e a entrada na face norte indicava a estrela polar (Alfa do Dragão, Draconis ou Thuban) ao cruzar o meridiano abaixo do pólo em 2170 a.C., na época de sua construção. Sabe-se hoje também, que a partir da face norte da pirâmide, do fim da galeria que leva à câmara real, através de milhares de toneladas de pedras perfeitamente encaixadas, sai uma linha que aponta diretamente para a estrela polar.


Robert Bauval, autor de “The Orion Mystery: Unlocking the Secrets of the Pyramids” sustenta a teoria de que as três pirâmides de Gizeh foram construídas de forma a reproduzir a posição relativa das três estrelas do chamado cinturão de Órion, uma constelação que teria importância religiosa para os egípcios. Além disso, a posição das pirâmides em relação ao rio Nilo seria uma reprodução da posição daquelas estrelas em relação à Via Láctea. Mas o próprio Bauval percebeu que, devido à mudança das posições das estrelas no céu com o passar dos séculos, esta coincidência com o cinturão de Órion não existia na época da construção das pirâmides, mas sim por volta de 10.500 a.C. (8.000 antes delas serem construídas, segundo os arquólogos). As estrelas em questão só teriam sido grupadas no que chamamos de constelação de Órion pelos gregos, dois mil anos depois.

Devido à precessão, as constelações mudam sua posição aparente ao longo de um ciclo que demora 25.980 anos para completar-se. Reconstituindo por computador, as posições das estrelas sobre as pirâmides até 2.500 anos a.C., Bauval observou que um dos canais da Grande Pirâmide orientado para o sul, apontava diretamente para a estrela Sírio (associada à deusa Isis). O Outro canal aberto ao sul apontava para a mais baixa das três estrelas do cinturão de Órion, a constelação que acreditava ser a residência do deus Osíris e que levou a civilização ao Vale do Nilo em uma época muito remota chamada Zep Tepi, que significa ” Primeiro Tempo”.

O cinturão de Órion era o que os egípcios chamavam de Duat, uma espécie de “porta” pela qual a alma do faraó deveria passar para chegar a Amenti, a mais alta.

Ao que parece, todas as construções na planície de Gizeh estão espetacularmente alinhadas. No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o sol se põe exatamente no centro da Grande Pirâmide e de sua vizinha Quéfen. No Equinócio, um observador situado no meio do lado norte de sua base, vê o Sol ao meio-dia passar sobre o vértice da pirâmide.

O vínculo entre as pirâmides de Gizeh e a constelação de Órion foi fortalecido quando Bauval percebeu que a terceira e menor das pirâmides estava fora do alinhamento das outras duas. Observando o cinturão de Órion, comprovou que suas três estrelas também estavam localizados da mesma forma. Chegou à conclusão de que as três pirâmides poderiam ser uma representação simbólica destas estrelas. Contudo, o ângulo de cinturão de Órion não coincide exatamente com a disposição de Gizeh. A única época em que o cinturão de Órion coincidiu exatamente com a posição das pirâmides, foi em 10.500 a.C…

Ainda verificando “coincidências”, observa-se uma grande possibilidade de que o alinhamento do ápice das três pirâmides estava perfeitamente sincrônico com as três estrelas do “Cinturão de Órion” quando estas atingiam o zênite (Interseção da vertical superior de um lugar específico com a esfera celeste. Popularmente: o ponto mais alto do céu. Posição do Sol ao meio-dia) em aproximadamente 10.500 a.C.! Como?! A História oficial afirma que as pirâmides foram construídas durante a IV Dinastia (por volta de 4.000 a.C.). O fato de as Pirâmides serem bem mais antigas do que se supunha, não é uma hipótese nada absurda…

No início do século XIX, John Herschel – astrônomo que descobriu as radiações infravermelhas -, baseado na teoria de que o corredor descendente da Grande Pirâmide servia como um tubo de mira e que fora construído em posição tal que ficasse em linha com uma estrela polar, procurou determinar que estrela seria essa e em que época o fato ocorrera. Tais cálculos, pensava ele, o levariam à data aproximada da construção do monumento. A conclusão a que chegou foi a de que no ano de 2170 a.C. o corredor descendente apontava para Alfa Draconis, ou seja, a Estrela do Dragão. O mesmo fato ocorrera também no ano de 3440 a.C., mas essa data estava em desacordo com a opinião geral dos cientistas de então de que o monumento fora construído cerca de 4000 anos antes. Assim, o ano de 2170 a.C. foi considerado por ele como a data correta da construção da Grande Pirâmide, em que pesasse a opinião contrária dos egiptólogos da época, os quais acreditavam que a obra tinha sido erguida entre 4760 e 3360 a.C.

Piazzi Smyth aceitou a data de 2170 a.C. sugerida por Herschel como válida, mas estranhou o fato do corredor descendente apontar para uma estrela polar relativamente sem importância. Sua lógica dizia que deveria haver também, na mesma data, uma importante estrela zodiacal ou equatorial alinhada para o sul. Descobriu, então, naquela posição, alinhada diretamente com o vértice da pirâmide, a estrela principal de um grupo de sete estrelas chamadas Plêiades, conhecida como Alcione ou Eta Tauri. Essa coincidência de posicionamento – Alcione sobre o vértice da Grande Pirâmide e Alfa Draconis em linha com o corredor descendente – ocorre apenas uma vez em cada 25.827 anos, ou seja, um ciclo sideral. Smyth concordou, portanto, que no outono do ano 2170 a.C. o ângulo do corredor descendente do monumento estava sendo estabelecido e a obra em andamento.

Porém, os egípcios não parecem ter tido uma teoria planetária, nem as apropriadas técnicas matemáticas (o sistema sexagesimal dos mesopotâmicos era superior ao sistema decimal egípcio).

Baseando-se nestas crenças e conhecimentos, Hemiunu (primo de Khufu e principal arquiteto da Grande Pirâmide) desenvolveu o projeto como uma “máquina de ressureição”. Na parede norte da Câmara do Rei existe uma pequena abertura que funciona como telescópio até as “Indestrutíveis” (como eram chamadas essas estrelas), garantindo assim a viagem para a eternidade para o seu rei e para todos os que colaboraram na construção da pirâmide.

Disso tudo resulta então que a pirâmide foi construída ali com algum propósito definido, o qual ainda não sabemos…
Não seria surpresa portanto que, se fosse dado prosseguimento a esta pesquisa, pudéssemos verificar monumentos e/ou localidades correspondentes a outras estrelas de Órion, como as principais Betelgeuse (Alpha Orionis), Rigel (Beta Orionis), Bellatrix (Gamma Orionis) e Saiph (Kappa Orionis), além de outras estrelas importantes para os antigos egípcios como Aldebaran (Alpha Taurii), as Plêiades – também em Taurus – constelação aliás que marcava o início do zodíaco egípcio [algumas estrelas de Touro, em particular Aldebaran, o aglomerado estelar das Hyades e o aglomerado das Plêiades, sempre despertaram um "interesse especial" em outras culturas antigas (Vedas, Hindus, Chineses, Persas, Sumérios, Babilônicos, Gregos, Celtas, Aztecas, Incas, Maias) incluindo Tribos norte-americanas (Navajo, Anasazi, Sioux, etc.) e brasileiras (Tupi-Guarani, Jê, Aruaque, Bororo, Carajás, Txucarramãe, etc.]. Também destaca-se Sírius, a “Estrela Sagrada” dos antigos egípcios, a mais brilhante de todo o firmamento. Sírius “anunciava” a cheia do rio Nilo pressagiando mais um período de abundância, fartura e fertilidade.


AS PROFECIAS DA PIRÂMIDE


As prováveis profecias contidas na Grande Pirâmide não são textos ou inscrições, mas estariam embutidas nas medidas dos aposentos internos, as câmaras e corredores do monumento. Cada reentrância no piso, fazendo-se a conversão pelas polegadas piramidais – a medida básica da construção do monumento -, constituiria uma data profética, sem qualquer indicação textual local. Ressalte-se novamente que não há inscrições nas paredes ou piso, nem em qualquer outro lugar. Representariam, segundo os piramidólogos, uma cronologia específica profética, sem narração de qualquer fato – exceto algumas alegorias contidas no Livro dos Mortos que, na verdade, contém a chave do mistério. Tudo é, portanto, bem ao contrário das profecias tradicionais, que raramente mencionam datas, senão somente fatos.

As datas proféticas seriam determinadas a partir das intercessões da linha do tempo com as saliências dos recintos, tais como degraus, paredes, etc. Cada polegada piramidal representaria um ano. Há também uma variação constatada na datação, de um dia.

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